O Ministério Público, por meio da Promotoria de Investigação Criminal (PIC), protocolou ontem denúncia criminal contra os investigadores da Polícia Civil Wagner Gatti, Joel Gilberto de Andrade e Fátima da Conceição Lins. Segundo apurado pelo MP, os três exigiam dinheiro de presos para oferecer vantagens. No caso, visitas íntimas fora do horário previsto.

O trio, que desde a semana passada está preso, foi denunciado por concussão e prevaricação, artigos 316 e 319 do Código Penal, crimes passíveis de dois a oito anos de reclusão e multa e três meses a um ano de detenção e multa, respectivamente. Os investigadores trabalhavam no Centro de Triagem, em Curitiba. Eles estão presos na Delegacia de Furtos de Veículos (DFRV), também na capital.

De acordo com a denúncia, os três exigiam taxas, que variavam de R$ 50 a R$ 80, para que os internos tivessem visitas íntimas de suas parceiras fora dos horários marcados. A Promotoria também apurou que durante estas visitas “extra” as mulheres não eram revistadas, fato que acabou culminado com a entrada de três armas na carceragem. O trio, ainda segundo levantado pelo MP, permitia o livre uso e tráfico de drogas no lugar, bem como o uso de aparelho celular por parte dos internos.