O Batalhão de Polícia Ambiental (Força Verde) teve que intervir para salvar um pinguim de turistas “descontrolados” na praia do Ístimo, na Ilha do Mel, no Litoral do Paraná. A situação ocorreu no último sábado (20), durante o feriado de Páscoa, e chegou à polícia como denúncia dos próprios moradores da ilha.

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De acordo com o tenente Alfredo Werner, a equipe que atendeu a ocorrência relatou que o pinguim estava sofrendo uma espécie de “perseguição” por turistas que aproveitavam o feriado na ilha. “Conforme as informações que a nossa equipe colheu no local, alguns turistas teriam se aproximando para tentar tirar foto, o que não é muito bom para o animal. Então, foi feito o salvamento dele”, relatou o tenente.

Depois de isolada, a ave foi resgatada por especialistas do Laboratório de Ecologia e Conservação (LEC) da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Segundo os pesquisadores, o animal estava debilitado e foi submetido a um tratamento intensivo no Centro de Reabilitação e Despetrolização de Fauna Marinha da universidade.

Nesta quarta-feira (24), o laboratório informou que a temperatura corporal do pinguim ainda não estava estabilizada, mas que ele estava recebendo atenção constante de médicos veterinários. Quando tiver o quadro de saúde restabelecido, a ave vai voltar para o mar.

Cuidados

Conforme os pesquisadores, embora seja comum a migração de pinguins desta espécie para o litoral Sul do Brasil, a aparição da ave surpreendeu os pesquisadores, pois ocorreu antes do período em que esses animais costumam chegar.

Pinguins-de-magalhães têm comportamento migratório sazonal no início do inverno. Neste período, eles se deslocam ao longo da costa Sul americana, do Sul da Argentina até o Sudoeste do Brasil, mas nem sempre encontram alimento – o que acaba os deixando debilitados e encalhados nas praias.

“O que a gente orienta para quem se deparar [com um um animal marinho na beira da praia] é fazer o mínimo de contado possível. Se ele estiver bem, vai retornar ao mar normalmente. Se não, tem que manter uma certa distância e acionar os órgãos ambientais competentes”, salienta o tenente da Força Verde.

O LEC ressalta que pessoas que avistarem aves, tartarugas ou mamíferos marinhos podem acionar o próprio laboratório pelo telefone 0800-642-3341.

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