Está pronto o plano de recuperação do prédio inacabado do Fórum de Curitiba, no Centro Cívico, e o dinheiro para as obras iniciais já foi liberado pelo governador Roberto Requião. Os quatro andares superiores vão ser desmontados e o material reciclado. O edifício restaurado vai abrigar secretarias de Estado e outros órgãos do Poder Judiciário. O custo total da obra está orçado em R$ 13 milhões.

O prédio que abrigaria o Fórum de Curitiba começou a ser construído em 1986, mas as obras não passaram do esqueleto. Devido a problemas na estrutura, ele não pôde ser terminado. Mas implodir a estrutura também não era viável, já que estava orçado entre R$ 10 milhões e R$ 12 milhões.

Segundo o secretário de Estado de Obras Públicas, Luiz Dernizo Caron, a solução encontrada para não desperdiçar o dinheiro público foi o desmonte dos quatro andares superiores. Com a eliminação dessa parte e reforço nos outros andares foram eliminados os problemas na estrutura. “Além disso, ele vai se harmonizar com os prédios do entorno, voltando às características originais projetadas para o lugar”, fala Caron.

O edital de licitação para a primeira fase já foi publicado, com gasto previsto de R$ 2,087 milhões. Também não vai haver desperdício com o material retirado. As lajes vão ser cortadas em blocos com ajuda de equipamentos especiais e uma grua vai descê-los até um caminhão, para depois serem aproveitadas em outras obras.

A segunda fase será a contratação de empresas para cuidar das partes elétrica e hidráulica. O edital deve ser publicado em junho ou julho. Posteriormente, outra empresa fará o fechamento. As obras devem terminar em outubro de 2005 e devem ter várias adaptações ao projeto original, entre elas a mudança na posição de escadas de incêndio e elevadores. Quando estiver pronto, o prédio deve receber as secretarias de Estado, que hoje funcionam em outros locais. Algumas estão no Centro Conglomerado Banestado em sistema de comodato – o contrato terminaria em oito anos. O prédio recuperado também vai abrigar órgãos do sistema judiciário.

Revitalização

Mas a recuperação do edifício é apenas um dos pontos no projeto de revitalização do Centro Cívico. A idéia é recuperar também as características do projeto do paisagista Roberto Burle Marx da década de 1960. O projeto dele havia retomado a idéia de praça contida no Plano Agache, de 1940, que elaborou o plano diretor urbanístico para a cidade e também do engenheiro David Xavier Azambuja. A Praça Nossa Senhora da Salete deve ganhar espaço para prática de esportes, play-ground, pistas de cooper, locais para guardar bicicletas, nova iluminação e ajardinamento.

Também vai ser construído um novo prédio para abrigar a Procuradoria Geral do Estado, que hoje funciona em três edifícios alugados. A nova sede vai ocupar o lugar do atual prédio da Vara de Execuções da Família. A construção deve começar no próximo ano e terá entre 14 e 22 mil metros quadrados.

A última fase de revitalização seria a construção de dois prédios atrás do Palácio Iguaçu, para abrigar as secretarias de Relações com a Comunidade e Assuntos Estratégicos. Essa fase, porém, ainda não está definida. Em todo o projeto, que deve demorar quatro anos, devem ser gastos R$ 76 milhões.