O Policiamento Ostensivo Volante (Povo) será implantado primeiramente em Curitiba e Londrina a partir de outubro. O projeto foi apresentado ontem, no Palácio Iguaçu, ao governador Roberto Requião, pelo comandante da PM, coronel David Pancotti, durante reunião semanal da Operação Mãos Limpas.

Os policiais trabalharão sempre no mesmo território a fim de ser tornar conhecidos da população. A primeira fase do projeto será implantada em outubro em dez bairros de Curitiba e cinco bairros de Londrina. Nessa fase, está prevista a cobertura de 100 mil domicílios. Em outubro de 2004, o atendimento será ampliado para 35 bairros de Curitiba e dez em Londrina. Também será ampliado para três bairros das principais cidades do Paraná. Nessa fase, a previsão de cobertura será de 1,1 milhão de domicílios.

A terceira fase do projeto está prevista para implantação em janeiro de 2006, com a cobertura de todos os bairros da Grande Curitiba e das principais cidades do Estado. A estimativa é que o Povo abranja 3 milhões de domicílios, em sua conclusão.

Para a primeira fase, o projeto foi orçado em R$ 2,2 milhões, que serão disponibilizados pela própria PM, com a economia do custo de manutenção de 396 veículos a serem leiloados.

A previsão é que cada base fixa tenha como estruturas de apoio, um carro, duas a seis motos e de quatro a dezesseis policiais. Também será destacado um ônibus para o atendimento volante em comunidades que não contarem com a base fixa. Esse atendimento será feito por policiais militares, policiais civis e setores do Judiciário.

Toda a estrutura do projeto Povo será integrada por um amplo sistema de comunicação, elaborado pela Copel. Na base fixa haverá sempre uma central de atendimento para registrar pedidos da população. A comunicação será apoiada também pelo sistema de geoprocessamento que está sendo implantado pela Secretaria da Segurança Pública, para proporcionar informações on-line para as polícias.

Polícia Florestal será revitalizada

Pancotti também entregou ontem ao governador, o projeto de revitalização do Batalhão de Polícia Florestal. Entre as mudanças propostas estão a alteração da denominação para Polícia Ambiental e a revitalização do pelotão Força Verde. O projeto propõe também a ampliação de duas para quatro companhias ambientais, instaladas em São José dos Pinhais, Londrina, Foz do Iguaçu e Umuarama.

O Força Verde atua em qualquer local do Estado, em horários e locais de risco, para manutenção ou restabelecimento da ordem pública na defesa do ambiente. Sua composição atual conta com doze policiais e dois carros. A estrutura pretendida prevê 32 policiais, dez carros, três barcos, além da aquisição de uniforme, armamento e equipamentos específicos.

Criada em 1957, a Polícia Florestal tem 424 policiais, distribuídos em 22 postos, que fazem policiamento ostensivo para proteção da fauna e flora silvestres, garantindo o cumprimento da legislação ambiental e detendo infratores que forem flagrados cometendo crimes ambientais. Na atuação preventiva, o Batalhão desenvolve programas de educação ambiental.