Sete manifestantes detidos. Este é o saldo da depredação e tentativa de invasão do Palácio Iguaçu, na noite de segunda-feira. Um grupo minoritário quebrou o portão da sede do governo estadual, pichou paredes e quebrou vidraças.

Yuri Sfair, de 26 anos, Ricardo Lacerda Franzen, 20, Vinícius Maschio, 20, e Alexandre Henrique Tostes Santana, 37, foram autuados por crime contra o patrimônio público, pagaram fiança e responderão em liberdade. Cristian Nelson do Nascimento, 19, Weslen dos Santos Camargo, 19, e Pedro Henrique Ribeiro Barbosa, 29, também foram levados ao 1.º Distrito Policial, assinaram termo circunstanciado por desacato e liberados. A polícia já identificou outros 42 envolvidos nos atos de vandalismo.

Apoio

Para o governador Beto Richa, o protesto é resultado do acúmulo de anos de insatisfações da população com a classe política. “Eu apoio integralmente, é uma manifestação legítima. Faz parte do sistema democrático as pessoas apresentarem as ideias, reivindicarem seus direitos. Lamentavelmente houve número muito reduzido de pessoas com outros objetivos, obviamente políticos”, declarou. Na análise dele, “é uma panela de pressão que explodiu”, já que “falta sintonia dos representantes políticos com o interesse legítimo da nossa população”. Richa parabenizou a Polícia Militar porque os policiais só agiram quando começaram as depredações ao patrimônio público. Segundo o comandante-geral da PM, coronel Roberson Luiz Bondaruk, a polícia agiu de forma tranquila e com agentes infiltrados no meio da manifestação, fazendo filmagens, fotos e gravações.