O promotor Fuad Faraj, das promotorias da Saúde Pública e da Cidadania de Ponta Grossa, protocolou, ontem pela manhã, uma ação civil pública junto à 1.ª Vara Cível da cidade pedindo a nulidade do decreto que suspende as atividades do curso de Medicina da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). A ação pede o imediato reinício das aulas, solicita que o governo do Estado não cause nenhum tipo de obstáculo contra a reabertura do curso e exige que o Estado continue a fazer o repasse mensal de recursos previsto no orçamento à instituição.

Faraj afirmou que a vontade de que o curso seja reaberto é de toda comunidade ponta-grossense. Como exemplo, citou o fato de acadêmicos da UEPG e membros de vários setores da comunidade o terem acompanhado numa caminhada até a 1.ª Vara Cível no momento em que foi protocolar a ação. O promotor destacou que o comércio da cidade está funcionado com faixas de apoio ao curso de Medicina e distribuindo adesivos pedindo a volta do curso. “Na verdade o que esperamos é que o governador reconsidere sua posição. Um dos problemas seria o hospital universitário, mas o próprio município já se propôs a ceder a estrutura física dos hospitais Municipal e da Criança, para que seja feito um hospital universitário”, destacou Faraj, salientando que o município pretende continuar destinando R$ 2,5 milhões anuais ao novo hospital. O promotor disse esperar que a ação seja julgada em no máximo 48 horas.