Um navio com bandeira de Malta precisou ser isolado no Porto de Paranaguá após um tripulante, de origem filipina, ser constatado com covid-19. O navio MC Clymene estava no berço 214, embarcando soja, quando o comandante pediu ajuda ao agente marítimo, o caso gerou o fechamento do berço por quase 24 horas. Este foi o primeiro registro de covis-19 em portos brasileiros.

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O porto retomou as atividades na noite desta terça-feira (26), depois de o tripulante ser encaminhado ao Hospital de Paranaguá para atendimento médico. Após o resultado positivo no teste rápido para o novo coronavírus, mesmo na espera de contraprova, a operação no porto foi paralisada e a embarcação isolada. O tripulante segue internado e seu estado de saúde é estável.

A assessoria do porto informou que a Anvisa liberou o berço no final da tarde desta terça-feira e que recebeu o navio recebeu aval para desatracação. O navio, porém, ficará fundeado no interior da Baía de Paranaguá, onde deverá permanecer em quarentena até nova determinação da Anvisa.

A atracação, segundo a assessoria, só é feita após emissão de certificado pela Anvisa, o que aconteceu na chegada do navio à baía de Paranaguá, no último dia 5.
O porto afirmou que segue “medidas rigorosas de controle sanitário e saúde”.

Nenhum tripulante de navio vindo do exterior pode desembarcar nos portos do Paraná antes de 14 dias da chegada ao primeiro porto brasileiro. Mesmo assim, sob suspeita, a autoridade portuária pode paralisar operações para proteger os trabalhadores.


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