Mais de 50% de algumas espécies de árvores estão contaminadas pela praga erva-de-passarinho. O alerta foi feito ontem, Dia da Árvore, por alunos do curso de Agronomia da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Eles colocaram faixas pretas nas árvores doentes nos jardins e pátios do estacionamento ao lado do Museu Oscar Niemayer, no Centro Cívico.

Flávio Zanette, pesquisador e professor da UFPR, explica que a erva-de-passarinho é problema em toda a cidade. A praga penetra na casca e suga a seiva, apodrecendo os galhos e matando a árvore lentamente. Aparecem moitas nas porções superiores da árvore. O quadro é visível quando os galhos estão vazios, mas há grandes concentrações de folhas em algumas partes da planta. As duas únicas espécies que o professor nunca detectou a praga são a araucária e o pinus.

Zanette conta que colocar faixas pretas nas árvores é uma maneira de alertar à população sobre a grande quantidade de árvores doentes. ?As pessoas acham isso bonito, pensando que é da árvore. Falta essa conscientização?, afirma. Ontem, além do Museu Oscar Niemayer, os estudantes marcaram as árvores com a praga em vários pontos da cidade.