O prefeito de Morretes, Amilton de Paula, também torce por uma solução menos drástica do que a retirada de todas as famílias de Floresta. “Se formos analisar todos os fatores adversos, todo o município de Morretes poderia ser considerado área de risco”, avalia o prefeito Amilton de Paula. “Não dá para desabrigar mais gente, enquanto não dermos solução para quem ainda está em abrigos”, avisa.

O prefeito conta que na época da tragédia, o governo federal chegou a falar em dezenas de milhões para a reconstrução do município. “Para fazer tudo, seriam necessários R$ 40 milhões só para Morretes”. Porém, mesmo essa prévia orçamentária, de março para cá, a verba federal foi definhando até chegar aos R$ 8,88 milhões acordados para dar conta de tudo, das habitações às pontes. “Seriam 56 unidades habitacionais, mas no primeiro momento faremos 30. Quanto às pontes, mais de 20 foram destruídas, mas só conseguirei viabilizar no máximo 10”, avalia o prefeito.

A quantidade de pontes do município é resultado da ampla malha viária morreteana (de aproximadamente 480 quilômetros de extensão). “Isso onera o município e, com a destruição ocorrida em março, algumas comunidades ainda ficarão muito tempo isoladas, como na região de Morro Alto”, lamenta o prefeito.