A implantação de um Cinturão da Boa Vizinhança com uma gestão compartilhada em áreas como saúde, educação, meio ambiente e a destinação do lixo foram assuntos em pauta na primeira reunião de trabalho do ano da Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Curitiba (Assomec). Presidida pelo prefeito Beto Richa, a reunião foi realizada na noite de segunda-feira, no Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc).

Além dos prefeitos da Região Metropolitana também participaram representantes do governo do Estado. "Debatemos questões de interesse de toda a região. Queremos trabalhar em conjunto com as prefeituras dos municípios vizinhos e com o governo", afirmou Richa.

O presidente da Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec), Alcidino Bittencourt, elogiou a ação do prefeito de Curitiba. "Beto Richa está demonstrando, frente à Assomec, transparência, franqueza e seriedade para somar esforços com o governo a fim de encontrar as melhores soluções para a região", afirmou.

Ele lembrou que problemas como o lixo e a preservação de mananciais já não podem ser resolvidos de forma isolada. "A integração é uma solução inteligente e única para solucionar os problemas da Região Metropolitana", concluiu.

O presidente do Ippuc, Clodualdo Pinheiro Júnior, apresentou aos prefeitos o projeto Cinturão da Boa Vizinhança, que é a primeira experiência de gestão conjunta para questões que envolvam saúde, educação, habitação, segurança, urbanismo e meio ambiente. "Queremos estabelecer uma proposta solidária com nossos vizinhos", disse Clodualdo.

O superintendente da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano, Luiz Forte Neto, que também participou da reunião, anunciou aos prefeitos a disponibilidade de recursos para investimentos na região. "Temos muito interesse na implantação do projeto Cinturão da Boa Vizinhança", afirmou Forte Neto.

O superintendente de Controle Ambiental da Secretaria de Meio Ambiente de Curitiba, Pedro Pelanda, falou sobre o problema do lixo, em especial os resíduos hospitalares. As prefeituras são responsáveis pela coleta e destinação do lixo hospitalar gerado nas unidades de saúde e hospitais municipais. Pelanda disse que a Prefeitura de Curitiba está à disposição dos prefeitos para discutir, orientar e oferecer recursos técnicos para encontrar as melhores alternativas para o problema.