A Prefeitura de Curitiba vai entrar com uma representação criminal no Ministério Público (MP) contra os estudantes que cometeram excessos durante manifestações pelo passe livre escolar, nas duas últimas semanas. Segundo o procurador-geral do município, Maurício de Ferrante, vidraças e vidros de carros foram quebrados e várias pessoas foram ameaçadas.

A primeira passeata pela implementação do passe livre foi organizada no dia 26 de março. Neste dia foi quebrada uma das vidraças da prefeitura. A mais violenta ocorreu no dia 2 de abril. Alguns jovens usaram pedras para quebrar os vidros de carros, estações-tubo e vidraças do prédio da prefeitura. Além disso, uma jovem de 15 anos teria ficado ferida. “É direito legítimo a realização de manifestações, mas não criar um clima de insegurança como foi instaurado”, afirma o procurador.

Segundo Maurício, não foi feito nenhum cálculo de prejuízo material. O presidente da UPE, Madison de Oliveira, acha muito difícil que os responsáveis sejam encontrados no meio de tanta gente. Ele concorda com a punição e afirma que os baderneiros não são estudantes. Explica que o objetivo da manifestação foi o de garantir o passe livre para todos os alunos, desde o ensino fundamental até a faculdade, seja pública ou particular. Hoje, entre 15 e 20 mil alunos têm a metade da passagem custeada.