A Prefeitura de Curitiba retirou o projeto de construção do terminal do Pilarzinho do pacote de obras que constam do pedido de financiamento ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A decisão foi tomada ontem em função da resistência de um grupo de moradores.

“Infelizmente, a população que aguardava a construção do terminal vai ficar sem o equipamento porque não haverá tempo para a realização de estudos de viabilidade e projetos em um outro local”, disse o superintendente de implantação do Ippuc, Edson Seidel. A missão do BID que analisa a concessão do financiamento chega na próxima segunda-feira a Curitiba.

A construção do terminal do Pilarzinho é uma antiga reivindicação dos moradores do bairro e estava incluída no Plano Plurianual de Investimentos, discutida com a população há dois anos. Também consta do orçamento do município deste ano, com a reserva de recursos para a desapropriação de área para a construção. O projeto aguardava apenas a contratação do empréstimo do BID para ser concretizado.

Integração

O terminal do Pilarzinho foi projetado para ocupar uma área na Rua Desembargador Hugo Simas, próxima ao entroncamento com a Rua Amaury Lange Silvério. O projeto previa uma construção de 9.800 metros quadrados, em dois níveis, com plataformas de embarque e desembarque e área para circulação de pedestres. O terminal iria concentrar as 11 linhas de transporte coletivo que passam pelo bairro e possibilitar a integração tarifária.

O principal foco de resistência ao projeto partiu dos moradores que seriam afetados pela desapropriação. De acordo com o Ippuc, o local escolhido era o único em todo o bairro que reunia condições técnicas e logísticas para abrigar um terminal. Para chegar à definição do terreno onde seria construída a obra, os técnicos do Ippuc e da Urbs avaliaram diversas alternativas na região, mas nenhuma delas reunia os requisitos necessários para o projeto.

A sugestão dos moradores que faziam oposição ao terminal era um terreno existente em frente ao local do projeto. No entanto, segundo o Ippuc, a área foi considerada imprópria por duas razões: a grande declividade, que dificultaria a manobra dos ônibus, e a existência de um bosque cadastrado pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente como área de preservação obrigatória.