A prefeitura de Curitiba vai buscar na iniciativa privada novo projeto para o metrô, já que o original foi considerado falho pela comissão de análise instituída pelo prefeito Gustavo Fruet. Pelo procedimento de manifestação de interesse (PMI), anunciado ontem, serão convocadas empresas interessadas em elaborar estudo que aponte alternativas para o metrô. O objetivo é elaborar a revisão técnica e financeira do projeto original. Estão descartadas mudanças no traçado, que vai da Cidade Industrial (CIC) ao Santa Cândida.

A equipe que analisou o projeto, elaborado na gestão do ex-prefeito Luciano Ducci, apontou que os custos de implantação e a demanda de passageiros foram subestimados. Os métodos de construção sugeridos foram considerados inadequados. Segundo a prefeitura, as falhas poderiam comprometer a execução do projeto.

Novos cálculos

O projeto avaliado prevê a implantação da primeira fase da Linha Azul do metrô entre a CIC e a Rua das Flores, no centro, trecho de 14 quilômetros. De acordo com a comissão, a demanda foi prevista em 470 mil passageiros por dia, mas deve ficar em torno de 400 mil. A diferença aumentaria a tarifa técnica de R$ 1,81 para R$ 1,96.

O custo previsto para implantar o sistema (R$ 2,34 bilhões) estaria desatualizado e será recalculado. Um total de R$ 1,382 bilhão já estão disponíveis para o projeto – R$ 1 bilhão do governo federal, R$ 300 milhões do estadual e R$ 82 milhões do municipal. “Prevemos aumentos de custos, mas estamos estudando aumento da participação da iniciativa privada e também vendo a possibilidade de o poder público aportar algum recurso a mais”, diz o secretário de Planejamento e Gestão, Fábio Scatolin.

Prazo de três meses

Empresas interessadas têm 90 dias para apresentar seus estudos. A ideia é acelerar a elaboração do novo projeto, já que o prazo para inclusão dos recursos federais no orçamento municipal de 2014 termina em 30 de agosto. “Em 90 dias queremos ter o projeto tecnicamente forte e financeiramente viável”. Queremos que haja consistência, para dar à população segurança que iniciaremos a obra sem o risco de futura paralisação”, afirma Fábio Scatolin.