Foto: Lucimar do Carmo/O Estado

Praga atinge aproximadamente 45 mil exemplares na capital.

Entre 10% e 15% das árvores em vias públicas de Curitiba estão infestadas com a erva-de-passarinho, o que significa 45 mil exemplares. Segundo o diretor do Departamento de Produção Vegetal da Prefeitura, Edelsio Marques dos Reis, o número é considerado aceitável. Mas para que a praga não se alastre, todos os anos, principalmente durante o inverno, a Prefeitura realiza a poda da planta.

A erva-de-passarinho é a principal praga que ataca as árvores em Curitiba. Ela se alimenta da seiva das plantas e, se não controlada, pode levar o seu hospedeiro à morte. Este ano a Prefeitura vai dar uma atenção especial as que ficam em vias públicas e passeios. Ano que vem será a vez das que ficam em parques e praças. A única forma de combater o problema é a poda. Edelsio diz ainda que a intenção não é acabar totalmente com a erva-de-passarinho, uma vez que dá frutos e servem de alimentos para os pássaros. A planta também faz parte do bioma da Mata Atlântica.

Em Curitiba, existem hoje entre 250 mil e 300 mil árvores nas vias públicas. Para Edelsio, de um modo geral, o estado dessas plantas é bom. A maioria delas foi plantada na década de 1980, quando houve uma expansão arbórea na cidade. "Estamos constantemente fazendo a manutenção, a poda e a substituição das árvores", comenta. Todo o mês, cerca de dois mil exemplares são cortados. São aqueles que estão oferecendo risco à população ou que estão morrendo. No lugar são plantadas outras 10 mil árvores. Mas calcula-se que cerca de seis mil conseguem se manter, o que representa um acréscimo de 4 mil árvores todo mês.

Arquivo/O Estado
Nos parques, todo cuidado com as plantas deve ser reforçado.
Átila Alberti/Arquivo
Com a chegada do inverno, problema tende a crescer na cidade.

Para ter uma idéia mais completa da situação das plantas em Curitiba, a Prefeitura começou no ano passado a fazer o censo arbóreo da cidade. Até agora o levantamento já foi feito em 17 bairros e faltam ainda outros 58. O estudo não tem data para ficar pronto, mas vai orientar o planejamento ambiental nestas áreas. No bairro Sítio Cercado, por exemplo, foram contadas mais de 14 mil árvores. "Existia a falsa idéia de que lá não tinham árvores", comenta. O número é considerado significativo, mas poderia ser maior. Por isso, a Prefeitura vai fazer um trabalho de educação ambiental junto à comunidade e mudar o tipo de árvore plantada no local. Ele explica que como as ruas não são espaçosas e as casas são muito baixas, espécies como os ipês são as mais indicadas para que consigam se desenvolver. Edelsio pede ainda que a população não faça podas nas árvores das vias públicas, algumas vezes de modo errado, fazendo com que a planta acabe morrendo. Podem solicitar o serviço pelo telefone 156.