Motoristas e cobradores de ônibus vivem no limite durante suas rotinas de trabalho. É o que o Ministério Público do Trabalho (MPT) está investigando, após receber denúncias do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Curitiba (Sindimoc) sobre as condições da categoria, que de acordo com a instituição, é pressionada pelas empresas do transporte coletivo e a Urbs.

De acordo com o presidente do Sindimoc, Anderson Teixeira, 2% entre os cerca de 12 mil funcionários do sistema de transporte estão afastados e em tratamento por causa do estresse. “É alto nível de estresse que está aumentando entre os motoristas e estamos alertando isso há algum tempo”, afirma. Teixeira aponta o rigor no tratamento aos funcionários, as multas aplicadas pelas empresas aos trabalhadores, problemas com escalas de trabalho e o trânsito como fatores que afetam a saúde mental dos motoristas.

Danos à saúde

“Recebemos denúncias sobre o estresse dos motoristas e estamos apurando os fatos. Basicamente as situações acontecem por causa das exigências de horários, as multas pelos fiscais que muitas vezes os motoristas têm que arcar e o trânsito cada vez mais pesado”, afirma a procuradora do MPT Marília Massignan Coppla. Ela destaca que estas situações podem causar danos à saúde mental dos profissionais como problemas físicos, evoluindo à gastrite e afetando a saúde do coração.