A virada do ano está chegando e, junto com ela, vem novamente à tona a preocupação com os perigos decorrentes do mau uso dos fogos de artifício. Ao mesmo tempo o mercado está otimista com a venda dos artefatos e prevê que para o Réveillon sejam comercializadas 500 toneladas do material em Curitiba, conforme estimativa da Associação Industrial e Comercial de Fogos de Artifício do Paraná.

Nas festas de Natal, quatro casos foram atendidos no Hospital Evangélico, de pessoas com queimaduras causadas pelos fogos de artifício. O consumo de álcool durante a brincadeira é um dos principais agravantes para que acidentes aconteçam, além do desrespeito às orientações do fabricante e dos vendedores sobre como usar o material. “Os fogos podem causar queimaduras, mas também amputações e até mortes”, destaca o chefe do serviço de cirurgia plástica e queimados do hospital, José Luiz Takaki.

O tratamento à queimadura pode começar ainda no local do acidente. A orientação de Takaki é molhar o ferimento com água corrente em temperatura ambiente por aproximadamente 10 minutos. Não é preciso esfregar o local e, depois de limpo, é importante fazer curativo com toalha molhada e manter o ferimento fechado, sem contato com o ar. “Não se deve usar nada no local, nem pasta de dente ou café. Nada disso”, diz o médico.

Recomendações

A principal recomendação é jamais manusear os fogos e sempre apoiá-los no chão. “Também é importante escolher a loja legalizada e licenciada. São as lojas melhores conceituadas, que têm os alvarás do Corpo de Bombeiros, Polícia Civil e da prefeitura visíveis aos clientes”, explica o presidente da associação, Rodolpho Aymoré Júnior, que ressalta a importância de evitar comprar os fogos em bares, mercearias, lojas de R$ 1,99 ou de pipas, consideradas clandestinas.

O empresário sugere ainda a escolha do “fogueteiro da rodada”, pessoa responsável pelo manuseio dos fogos e que durante a festa ficará sem beber. “Os fogos de artifício não têm risco desde que usados com consciência e responsabilidade”, destaca Aymoré.