Os turistas que vão para as praias do Paraná na temporada de verão terão boas opções de lazer e diversão para aproveitar nas férias. As prefeituras de Matinhos e Guaratuba, os dois principais destinos, preparam ações para os turistas que passarão pelas cidades durante o período, como fogos de réveillon, trios elétricos e atividades esportivas na areia. Mas nem tudo é festa para os moradores do litoral paranaense, já que antigas reivindicações da comunidade até hoje não saíram do papel, apesar das eternas promessas dos governantes.

Em Guaratuba, comerciantes e moradores ainda cobram a tão sonhada ponte que ligará o município a Caiobá, eliminando assim o trajeto feito de ferry-boat. “É uma vergonha. Nos feriados e festas de final de ano a estrada (PR-412) fica um caos. Chegou a hora de construir logo essa ponte e terminar com esse martírio que turistas e moradores daqui passam todos os anos”, afirma o aposentado Enrico Abreu, que mora na cidade há 15 anos.

Suellen Lima
Calçadas destruídas e coleta de lixo são antigas reclamações. Veja mais imagens.

A ponte ligando Matinhos e Guaratuba é um sonho antigo da população. No ano passado, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) afirmou que um processo de licitação seria aberto. Em junho deste ano, o órgão federal informou que os estudos para execução da obra tinham sido iniciados e que até o final de 2013 um edital seria lançado para a construção e exploração da ponte, por meio de uma parceria público-privada, e a empresa vencedora ficaria responsável pelos estudos de viabilidade econômica, ambiental e técnica. Em novembro, o Ministério Público cobrou do DER estudo para viabilização do projeto. Procurado pela Tribuna, o órgão não explicou em que estágio está a questão.

Já em Matinhos, a bronca é com o estado de algumas ruas do município. Moradores reclamam que há muitos buracos nas vias, que colocam motoristas e pedestres em risco a cada chuva de verão. Além disso, a população ainda reclama do estado do calçadão da beira-mar, que apresenta pontos destruídos. “Todo o ano é a mesma coisa. Ruas esburacadas, alagamentos e calçadas da orla destruídas. Reclamamos por que isso afasta os visitantes e o verão acaba não rendendo”, diz o aposentado Ronildo Pereira. A prefeitura não retornou o pedido de explicações feito pela reportagem.

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