O presidente do Serviço de Loterias do Paraná (Serlopar), Mário Lobo, afirmou ontem que o governador Roberto Requião (PMDB) determinou, na última segunda-feira, a extinção do órgão. Entretanto, o processo será gradativo.

Segundo Lobo, já está se estudando o remanejamento dos cerca de trinta funcionários do Serlopar. “O órgão tem em torno de R$ 10 milhões em caixa. O destino desse dinheiro será decidido pelo governador”, afirmou.

Lobo, que também é assessor do governador, destacou que entrou no Serlopar em outubro último, com a obrigação de acabar com os jogos da Getec. “Cumpri. Depois disso ficou só o Totobola, que posteriormente também acabou. Então a coisa ficou esvaziada”, disse.

O presidente do Serlopar explicou que a determinação do Estado é que o órgão não estude mais a criação de qualquer jogo. “Hoje a maioria dos jogos são terceirizados. Além disso, há a concorrência com os jogos da Caixa Econômica Federal. Por isso o Estado não tem mais jogos e o Serlopar será extinto”, afirmou.

Lobo disse, porém, que o processo será natural e sem precipitação. “Formalmente o Serlopar ainda não foi extinto. Depende de um estudo jurídico da Procuradoria-Geral do Estado (PGE). Nada muito complicado, mas como não há urgência, a PGE está se preocupando com outros, casos antes desse”, salientou.