Os servidores técnico-administrativos em greve da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e do Hospital de Clínicas (HC) estiveram ontem na Procuradoria da República para prestar informações sobre o movimento grevista que completa hoje 71 dias. A procuradora Antonia Lelia Neves Sanches Krueger teme que a greve possa afetar os serviços do HC. Os servidores aproveitaram a oportunidade para fazer denúncias referentes as condições de trabalho no hospital.

A categoria entrou em greve por reajuste salarial e implantação de um plano de carreira. No último dia 20, o governo federal apresentou à Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores em Educação das Universidades Brasileiras (Fasubra) uma proposta de reajuste salarial, aceita pela categoria na segunda-feira. Ela oferece um aumento de 3% a partir de março de 2005, partindo de um piso salarial de R$ 701,98 e teto de R$ 2.158.44. Para janeiro de 2006, a proposta é um aumento de 3,6%.

No entanto, os servidores decidiram manter a greve até que o projeto de lei seja enviado ao Congresso Nacional. O governo pediu prazo até o dia 15 de setembro. Estão de braços cruzados funcionários de 24 universidades federais. Na UFPR, estão parados serviços como o de transporte e biblioteca. No HC a adesão é menor: nenhum setor está com as suas atividades paralisadas.

Segundo a assessoria de imprensa do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Terceiro Grau Público de Curitiba, Região Metropolitana e Litoral do Paraná (Sinditest-PR), eles aproveitaram o encontro para colocar a procuradora a par de alguns problemas enfrentados pela categoria dentro do hospital. Entre eles, o assessor destaca que os servidores estão sobrecarregados devido a pouca quantidade de funcionários e a falta de materiais. Entre hoje e amanhã, a categoria vai entregar as reclamações por escrito e a procuradora deve chamar na sexta-feira a direção do HC para repassar as queixas dos servidores. Um nova reunião com o sindicato será marcada para depois dos feriados da Semana da Pátria.