As aulas nas 184 escolas municipais de Curitiba voltam ao normal hoje. Os professores decidiram pela suspensão da greve em assembleia realizada na tarde de ontem, na praça Eufrásio Correia. Antes disso, representantes dos grevistas se reuniram com alguns vereadores na Câmara e receberam a proposta de que os parlamentares irão formar uma comissão junto com os professores para negociar o Plano de Carreira da categoria com a administração municipal.

A paralisação de ontem atingiu metade das escolas da capital e deixou 70 mil alunos sem aula. Em nota, a prefeitura de Curitiba, que desde o começo da semana orientou os pais a levarem seus filhos para as instituições de ensino, confirmou a normalidade no atendimento hoje.

Negociação

A comissão deve se reunir já na próxima semana. O líder do prefeito na Câmara, Pedro Paulo (PT), declarou “apoio político da Casa pelo encurtamento do prazo”, com a mediação do diálogo. Ele explicou que a aprovação de uma emenda que crie despesa a projeto do Executivo, sem acordo, seria vetada, prolongando o prazo para a implantação. Um dos principais pontos questionados pelos vereadores foi o real impacto do novo plano de carreira no orçamento municipal.

“A pauta inicial era a integralidade da implantação até dezembro deste ano, mas não estamos irredutíveis. Nossa linha é reduzir o prazo. A justificativa é o tempo que os professores esperam pela correção das distorções”, disse o professor Rafael Furtado, integrante da direção do Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba (Sismmac). Foi sugerido, em vez do prazo de 24 meses após a publicação do decreto que regulamentará a lei, que se chegue a um meio-termo.

Os professores voltam a trabalhar, mas alertam que permanecem em estado de greve, e podem voltar com a paralisação a qualquer momento.

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