O primeiro dia do ano letivo da rede municipal de ensino de Colombo já começou com cancelamento de aulas em algumas escolas da cidade. Devido a uma greve deflagrada por professores e funcionários, pelo menos 13 instituições não abriram as portas nesta quarta-feira (8). A paralisação deve continuar nesta quinta-feira (9), apesar de uma liminar concedida pela juíza da Comarca de Colombo, Letícia Zétola Portes, que proíbe a realização de manifestações em frentes às escolas, mas não fere os direitos de greve da categoria.

Os profissionais pedem implantação da hora-atividade conforme legislação vigente, pagamento de retroativo de reajuste nos vencimentos, implantação de plano de carreira e cumprimento da data-base dos servidores, entre outros. “Há tempos que reclamamos da defasagem dos pagamentos, com perdas históricas que chegam a 30%, fazendo com que muitos dos profissionais nem queiram trabalhar em Colombo e procurem outros concursos. A administração municipal extrapolou tanto o limite que a greve acabou sendo necessária”, explica o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Colombo (APMC), Claudinei Duarte de Lima.

A Prefeitura afirma que pretende atender todas as reivindicações que sejam possíveis. “Em um primeiro momento, o sindicato apresentou uma lista de oito pedidos, que já estamos providenciando. Depois, aumentaram o número de solicitações para 19, mas, mesmo assim, nos comprometemos em atender todas as que sejam justas e estejam relacionadas com a educação, não sendo referentes a assuntos políticos”, garante o secretário de Educação, Cultura e Esporte do município, Alcione Luiz Giaretton.

Uma das reivindicações que estariam prestes a serem atendidas seria o pagamento do retroativo do reajuste nos vencimentos dos educadores referente à adequação dos salários da categoria conforme determinação federal. Como o reajuste teria sido feito em maio de 2011, os educadores pedem o retroativo dos meses de janeiro, fevereiro, março e abril do mesmo ano. A Prefeitura também teria protocolado na Câmara Municipal um pedido de reajuste de 22% para educadores e 10% para professores.

Como as reivindicações não são somente salariais, a Prefeitura agendou uma reunião com o sindicato para conhecer melhor as solicitações dos profissionais. O encontro acontece nesta quinta-feira (9), às 9 horas, na própria sede da administração municipal. Apesar de a Prefeitura confirmar a paralisação em somente 13 escolas, Lima garante que o movimento é maior, atingindo cerca de 30 das 87 instituições de ensino do município. A expectativa de Giaretton é que a greve termine em breve, após a conversa desta quinta-feira.