Os professores da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), na região dos Campos Gerais do Paraná, e dos cinco campi da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), deflagram greve por tempo indeterminado a partir desta quarta-feira (22). Nesta quinta-feira (23) quem aderiu ao movimento foram os funcionários.

A greve na UEPG é organizada pela Seção Sindical dos Docentes da Universidade Estadual de Ponta Grossa (Sinduepg). Segundo o presidente do Sinduepg, Marcelo Engel Bronosky, a paralisação é motivada pelo projeto de lei que promove mudanças no Regime Próprio de Previdência Social. O projeto começou a ser analisado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa no dia 13 de abril.

A ParanáPrevidência é composta por três fundos: o Militar, o Financeiro e o de Previdência. A intenção do governo do estado é transferir 33,5 mil beneficiários com mais de 73 anos do Fundo Financeiro. Segundo o governo, essa transferência vai gerar uma economia de R$ 125 milhões mensais ao governo.

O Sinduepg afirma que o governo estadual quebrou o compromisso firmado com os servidores, ao apresentar o projeto. Além disso, o sindicato pede a retirada da proposta e a realização de uma auditoria na ParanáPrevidência.

O Sinduepg programou atividades para esta quarta, como a confecção de cartazes e faixas e ronda pelas salas e departamentos para explicar os motivos da greve. As ações ocorrem no período da manhã, tarde e noite nos campi Central e de Uvaranas.

A greve foi aprovada na quinta-feira (16), quando os professores fizeram um dia de paralisação contra o projeto de lei da previdência. Na segunda (20), os docentes se reuniram com a reitoria da UEPG para oficializar a decisão da paralisação. Em nota, a reitoria da instituição disse que “estará aberta ao diálogo”.

Esta é a segunda greve do ano na UEPG. Entre fevereiro e março, os professores ficaram um mês parados. A decisão pela retomada da greve afeta 940 docentes e cerca de oito mil estudantes.

Unioeste

Os professores dos cinco campi da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), na região oeste e sudoeste do estado, também decidiram, em assembleia no dia 16 de abril, retomar a greve a partir desta quarta-feira, de acordo com o Sindicato de Docentes da Unioeste (Adunioeste).

No dia 12 de março, os servidores votaram pela suspensão da paralisação, após um mês de greve, iniciada no dia 14 de fevereiro. Na época, mesmo com a decisão de voltar aos trabalhos, o sindicato afirmou que o estado de greve estava mantido, o que significa que se o governo do Estado não cumprisse com as promessas feitas aos trabalhadores, a paralisação seria retomada.

As aulas foram retomadas no dia 18 de março, e o calendário acadêmico foi refeito. Para informar e orientar os acadêmicos sobre a decisão da nova paralisação, nesta quarta, os professores vão conversar com os estudantes e distribuir panfletos com explicações sobre a greve nos cinco campi da instituição.

Votação nesta quarta

Em função do feriado, a CCJ da Assembleia Legislativa realiza a sessão ordinária semanal nesta quarta-feira (22), às 13h30, na Sala das Comissões da Casa.

Entre as proposições a serem examinadas, deve estar o projeto de lei nº 252/2015, de autoria do Poder Executivo, que trata da reestruturação do plano de custeio e financiamento do regime próprio de previdência social do Estado, que tramita em regime de urgência.

A matéria chegou a ser examinada na sessão do último dia 14, mas teve a votação adiada para atender pedido de vista.