Ter uma casa própria de qualidade para criar os filhos é o sonho de muitas famílias. Quando a nova moradia fica em um local seguro, próxima de creches, escolas e até de uma faculdade, a felicidade é plena. Essa é a situação de 282 famílias de Paranaguá, que há alguns meses constroem a história do mais novo bairro da cidade que, não por acaso, recebeu o nome de Porto Seguro.

O projeto de realocação e construção de novas moradias, além de obras de urbanização, está em execução pelo Governo do Estado, em uma parceria da Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar) com a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa). O investimento é de R$ 23,4 milhões e a intenção é ampliar o programa para mais 118 famílias.

Josiana da Silva, 81 anos, morava em uma casa de madeira e conta que passou por muitas dificuldades antes da mudança para a nova moradia. “Tinha medo de explosões e quando chovia era um desespero porque quase sempre alagava tudo”, conta. “Essa casa é um sonho, algo que eu jamais conseguiria sozinha. Agradeço a Deus por este presente”, conta a senhora, que assim como as demais famílias não pagará nada pela residência.

Além das vantagens de uma casa segura e da estrutura do novo bairro, que recebe melhorias no calçamento, asfalto e iluminação pública para conforto dos moradores, há ainda outra vantagem direta: a proximidade com os antigos vizinhos. Depois de décadas vivendo na Vila Becker, em terrenos irregulares de propriedade do Porto de Paranaguá, as famílias tiveram a oportunidade de recomeçar no bairro novo.

Maria Cristina Cordeiro e o marido Jurandir Silva Cordeiro moraram durante 24 anos na Vila Becker e disseram que tudo era ruim no local. “A casa era de madeira e sofremos muito com as enchentes. Agora, ao invés do desespero, sentimos alívio por ser a última vez que passaríamos por aquilo”, afirma Cristina.

Ela falou também sobre as ocasiões em que precisou sair de casa por causa de vazamentos e explosões no terminal de álcool. “Uma vez teve uma explosão que quebrou toda a casa. Teve também um vazamento que nos deixou fora de casa por uns dias. Sofremos demais, mas acabou e agora podemos voltar a sonhar com uma vida digna”, disse.