A secretária Lygia Pupatto lançou o Programa Universidade Sem Fronteiras, da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, na Universidade Estadual de Londrina. Foram aprovados 21 projetos de Londrina, que vão atender várias cidades do Norte do Estado e de outras regiões, com praticamente R$ 1,3 milhão. Em todo o Paraná, os investimentos ultrapassam R$ 10 milhões. Ela ressaltou que este é o maior programa de extensão do país e que, pela primeira vez, as universidades recebem fomento nesse valor, para a realização de projetos de transferência de conhecimentos para a comunidade.

A solenidade realizada na UEL, na quinta-feira (13), contou com a participação do reitor em exercício César Antonio Caggiano Santos e reuniu professores, estudantes e recém-formados. Também participaram os envolvidos nos projetos; dirigentes de órgãos públicos, representantes dos núcleos regionais de ensino, ONGs e institutos de pesquisa parceiros nas ações.

No Estado, serão beneficiadas comunidades de 118 municípios com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), identificadas pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) como as mais vulneráveis do ponto de vista econômico e social.

Serão desenvolvidos 164 projetos de apoio a licenciaturas, direitos sociais, agricultura familiar e pecuária leiteira. Vão atuar nesses projetos 400 professores das universidades e faculdades estaduais, mais de mil estudantes e recém-formados, bolsistas selecionados em todas as instituições.

LONDRINA ? Os projetos para a região de Londrina receberão R$ 1,29 milhão. Onze deles serão coordenados pela UEL e receberão investimentos de R$ 717.612,00. O Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) vai coordenar os outros dez projetos escolhidos por uma banca, formada por representantes de várias secretarias de Estado. Os projetos do Iapar somam R$ 573.624,00. Ao todo foram apresentados mais de 300 projetos neste edital.

Para o reitor em exercício César Antônio Caggiano Santos, dar apoio a esse programa é muito importante para as universidades, porque são projetos de grande abrangência, que vão aproximar as universidades da sociedade. ?Que não seja só a universidade a levar conhecimento, mas que os estagiários e professores possam trazer para a academia o conhecimento adquirido?, afirmou.

A representante da UEL no Conselho Gestor no Programa Universidade Sem Fronteiras é a professora Márcia Cristina Cyrino, do Departamento de Matemática. ?Os coordenadores dos projetos e estagiários estão bastante empolgados, por conta do compromisso social que o programa vai contemplar?, comentou Márcia.

O município de Congonhinhas vai receber quatro projetos. O prefeito Luciano Merhy prestigiou o lançamento do programa na região. ?Nosso município tem população muito trabalhadora, mas faltam oportunidades. Eu acredito na universidade, acredito na educação, acredito no potencial dos acadêmicos, que com certeza vão nos ajudar a construir uma cidade, um estado e um país melhores?.

Na solenidade, que encerrou a etapa de apresentação do Universidade Sem Fronteiras nas várias regiões do Estado, foi assinada a carta-compromisso, onde os participantes se comprometem a somar esforços junto ao Programa.

RETORNO ? A secretária Lygia Pupatto explicou que, com o programa, é dado retorno à sociedade paranaense, do pagamento de impostos. ?Pretendemos dar uma formação humana para os nossos alunos. Queremos que os acadêmicos conheçam a realidade das regiões mais pobres do nosso estado e possam dar o que temos de melhor, que é o nosso conhecimento?, destacou. ?É um desafio para nós, educadores, que é mostrar para a sociedade que, através da educação, podemos contribuir para que melhorar a condição de vida de muitas pessoas?.

Sobre o apoio às licenciaturas, Lygia Pupatto disse que chegou a hora de a universidade se repensar. ?Se a educação básica não vai bem, a universidade tem tudo a ver com isso, porque somos nós que formamos os profissionais que estão lá nas escolas. A universidade tem que se aproximar da sociedade e mais ainda da educação básica?, complementou.

Os projetos de apoio às incubadoras sociais vão atuar no combate à prostituição infantil, ao trabalho infantil e à violência contra as mulheres. E as ações de apoio à agricultura familiar e pecuária leiteira vão dar condições de fixar o homem no campo. ?É um trabalho imenso, com a participação das universidades, de institutos de pesquisas como Iapar e Embrapa. É um mutirão da educação, da ciência e da tecnologia, contribuindo para o desenvolvimento do nosso Estado?, disse a secretária.