Desde o batismo, o basquete está presente na vida de Jhonson Jordan Castro Maria, de 15 anos.

Mas o garoto, que tem no nome uma homenagem a dois dos maiores jogadores da história do esporte, só começou a treinar para valer há pouco mais de seis meses.

Ele é um dos 130 participantes do Núcleo Viking de Basquete, um projeto que leva crianças e adultos às quadras, seja na busca pela revelação de talentos ou para incentivar a prática de atividades físicas.

A quadra da Escola Municipal Ulisses Falcão, no Campo Comprido, é onde Jordan treina todas as semanas. O local abriga um dos dois núcleos do projeto, que também funciona na sede da Associação Viking, a associação de funcionários da Volvo do Brasil, na Cidade Industrial.

“Meu pai jogava basquete e me deu esse nome por isso. Ele está feliz pra caramba. Comecei a treinar em dezembro do ano passado e quero ser jogador profissional”, diz Jordan.

O projeto do núcleo de basquete surgiu em 2008, mas só saiu do papel em agosto do ano passado, quando, através da Lei de Incentivo ao Esporte, encontrou um patrocinador: a fábrica de máquinas agrícolas Jacto.

“O projeto é uma ideia dos funcionários da Volvo, para incentivar a iniciação esportiva para crianças e adultos, para a revelação de talentos ou como atividade física para adultos”, explica o professor Adair Rocha, um dos coordenadores do núcleo.

Felipe Rosa
Jhonson Jordan, nome de craque dado pelo pai, ex-jogador de basquete.

Em sete meses de atividade, a iniciativa vem fazendo sucesso na região. “No Campo Comprido e na CIC nunca houve um projeto grande de basquete. As crianças estão muito interessadas e a procura é grande. Aqui na escola não tem mais vagas, somente na associação, nas terças e quintas de manhã. Mesmo com frio e chuva, ninguém deixa de vir treinar”, diz Adair, que foi atleta e defendeu a equipe de São José dos Pinhais, bicampeã paranaense em 2004 e 2005.

Promover o basquete entre adultos e crianças com deficiência auditiva também é um objetivo do projeto. “Hoje trabalhamos com 15 surdos adultos e estamos em busca de crianças. Eles treinam da mesma maneira que nós, com as mesmas regras. Só em Curitiba, existem 25 mil deficientes auditivos, quer não encontram espaço em equipes esportivas”, afirma Adair.

O Núcleo Viking de Basquete mantém equipes em três categorias, que disputam campeonatos metropolitanos: sub-15 feminino, sub-16 masculino e adulto. Uma das alunas foi convocada recentemente para a seleção paranaense infanto-juvenil.

Quem quiser participar das atividades do núcleo deve entrar em contato com o professor Adair Rocha, pelo telefone (41) 3317-8990. Para crianças e adolescentes, é necessário comprovar frequência escolar. Para adultos, é necessário levar um exame médico de aptidão.