Apesar de nem ter sido votado, o projeto de lei que multa em R$ 185 os “fura-catracas” gerou tumulto e suspendeu por meia hora a sessão desta terça-feira (10) na Câmara de Curitiba. Integrantes do Movimento Passe Livre e do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc) trocaram acusações dentro do Palácio Rio Branco enquanto aguardavam a votação da proposta, que ficou para quarta-feira (11). Devido ao regime de urgência, a discussão do Fundo Especial da Câmara dominou os debates.

Os 6 membros do MPL deixaram as cadeiras que ocupavam após a chegada de 20 integrantes do Sindimoc. Com ânimos exaltados, representantes dos dois grupos começaram a discutir do lado de fora do plenário. A Guarda Municipal fez um cordão de isolamento para evitar confronto físico. Os vereadores, que discutiam como organizar o Fundo Especial da Casa, suspenderam a sessão. Professor Galdino (PSDB) pediu calma aos sindicalistas e Professora Josete (PT) levou os manifestantes do MPL às galerias internas.

Discussões à parte, começou a tramitar no Legislativo uma subemenda do vereador Paulo Rink (PR) à proposta de multar os invasores do transporte coletivo. A iniciativa estipula que os valores arrecadados serão destinados a uma conta específica a ser gerida pela Urbs, desvinculada do Fundo de Urbanização de Curitiba, submetida à rigorosa transparência, devendo os extratos de movimentação mensal serem encaminhados ao Tribunal de Contas do Estado do Paraná e à Câmara Municipal de Curitiba.