O Governo do Estado e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) iniciaram nesta semana a capacitação de profissionais da saúde e da educação para incorporar temas como a vigilância sanitária e segurança alimentar nos conteúdos trabalhados nas salas de aula das escolas estaduais.

O Educanvisa é um projeto nacional, que traz para a sala de aula assuntos de interesse da vigilância sanitária e contribui para a formação dos jovens. Os riscos e cuidados no consumo de alimentos e outros produtos e o uso racional de medicamentos são alguns dos temas propostos.

As secretarias da Educação e da Saúde vão trabalhar juntas para ampliar o alcance do projeto no Paraná, que hoje atinge apenas três municípios – General Carneiro, Marilena e Pinhais. Nesta primeira fase, 100 professores e pedagogos de 50 escolas estão sendo capacitados, o que vai ampliar para 43 o número de municípios que fazem parte do Educanvisa no Estado.

Além disso, 22 coordenadores regionais de vigilância sanitária e 32 coordenadores regionais de educação também foram treinados para apoiar as atividades e facilitar a inclusão de outros municípios.

Segundo a chefe do Núcleo de Educação, Pesquisa e Conhecimento da Anvisa, Daniella Guimarães de Araújo, o apoio dos professores nesse processo de aproximação da saúde com a comunidade escolar é essencial para o fortalecimento da vigilância sanitária no País. “Mais que formadores de opinião, os professores provocam a reflexão dos alunos e são responsáveis por estimular o debate para que o próprio jovem construa seu conhecimento crítico”, disse.

Videoconferência

Na segunda-feira (11), os coordenadores regionais de vigilância sanitária participaram de uma videoconferência sobre a implantação do projeto no Paraná. A capacitação para os profissionais da educação iniciou nesta terça-feira (12) e prossegue até sexta-feira (15), presencialmente, em Curitiba.

Para o superintendente de Vigilância em Saúde, Sezifredo Paz, o Educanvisa também traz inúmeros benefícios a longo prazo. “A formação de consumidores conscientes contribui para o trabalho das equipes de fiscalização, pois elas saberão os seus direitos e os caminhos para denunciar possíveis irregularidades”, afirmou. “Como resultado, vai melhorar a qualidade dos produtos e serviços disponíveis à população”, completou.

De acordo com a diretora de Infraestrutura, Logística, Organização e Gestão da Secretaria da Educação, Marcia Cristina Stolarski, o conhecimento escolar sobre esse tema deve ser ampliado. “Os alunos têm um grande poder de multiplicação de informação. A ideia é que as informações recebidas cheguem às famílias, para promover a saúde do cidadão e tornar a sociedade mais crítica em relação ao que consome”, ressaltou.

A partir de agora, com o apoio das regionais de saúde e núcleos regionais de educação, os professores vão planejar as atividades a serem realizadas nas escolas. A execução em sala de aula está prevista para o segundo semestre deste ano. Em 2013, o objetivo é promover uma mostra estadual com as experiências de cada escola, agregar outros temas específicos de interesse para cada localidade e capacitar mais professores para a implantação do projeto em outras escolas.