Mesmo com a Câmara de Vereadores em recesso, foi protocolado nesta semana um projeto de lei que pretende transformar 50 mil metros quadrados do aterro da Caximba, em Curitiba, em um parque linear.

Após a desativação do aterro, haverá um longo período de monitoramento para que toda a área que recebia o lixo deixe de representar um risco para a saúde da população através de um Plano de Recuperação Ambiental. Durante e depois desse período, o gigante terreno de mais de 410 mil metros quadrados, ficaria sem utilidade. A justificativa do projeto informa que o estudo “tem o intuito de instruir o processo de encerramento, respeitando decisões técnicas, sem abrir mão de conceitos estipulados internacionalmente, e indicar novas finalidades à área”.

Para o biólogo Marcelo Stedele, todo o processo de recuperação até que o parque comece a funcionar será longo. “Do ponto de vista técnico, a desativação do Caximba gera um passivo ambiental muito grande para o município. A recuperação da área, mesmo se adotando tecnologias inovadoras para se atingir a cobertura vegetal original, gira em torno de 15 a 20 anos”, garante.

Histórico

Depois da determinação de encerramento das atividades do aterro em novembro deste ano, saiu o primeiro projeto para implantação de uma indústria metropolitana com novas tecnologias para processamento do lixo. A licitação está “emperrada” na Justiça.

Para que a cidade tenha algum lugar para enviar o lixo enquanto a licitação da indústria não pode ser encerrada, o Consórcio Intermunicipal para Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos abriu outra licitação para credenciar empresas que possam ceder um aterro particular.