Aberto há 377 anos, o caminho será reformado.

O projeto para a restruturação do histórico Caminho do Itupava, na Serra do Mar, está pronto e a licitação para a escolha da empresa responsável pela execução do projeto deve acontecer dentro de dois meses.

A informação é do coordenador-geral do programa Pró-Atlântica, Walmir Detzel. O Pró-Atlântica é um projeto do governo do Estado, em parceria com o governo alemão, para a preservação da Mata Atlântica.

A recuperação da trilha do Itupava é um dos sub-projetos do Pró-Atlântica. Segundo Detzel, os estudos para a recuperação foram iniciados há quatro anos e desde então foram desenvolvidas uma série de ações com base nos problemas verificados no traçado e na demanda de turistas que percorrem o caminho. Entre essas ações estão a construção de passarelas de madeira e metálicas em trechos do caminho e a recuperação do piso original.

O programa também pretende aumentar o efetivo policial na trilha. “Procuramos a Secretaria de Segurança para isso. Queremos garantir mais segurança para o turista que percorre o caminho”, diz Detzel, que dá um conselho para quem está percorrendo a trilha antes de iniciadas as obras: “É mais seguro cumprir o traçado em grupos de cinco ou seis pessoas. Ir sozinho ou em casal é perigoso. E isso quem diz é a Polícia Militar”.

O vandalismo também é uma preocupação do projeto. Detzel diz que estão sendo definidas medidas de monitoramento e conscientização para quem for usar a trilha. “Ainda estamos definindo isso, mas o acampamento, por exemplo, pode ficar restrito a algumas áreas , devido ao impacto que essa atividade gera”.

Para o coordenador-geral do programa, a recuperação da Trilha do Itupava deve custar cerca de R$ 400 mil e a empresa escolhida na licitação deve concluir as obras em cerca de seis meses.

Histórico

A trilha foi aberta por colonos caçadores de anta, por volta de 1625. Desde então, o caminho passou a integrar Curitiba ao litoral do Estado. A primeira reforma no traçado aconteceu em 1693, quando Curitiba foi elevada à condição de vila. Um dos mais ilustres visitantes do caminho foi o naturalista francês Saint Hilaire, que fez o traçado em 1820. Ao longo de sua existência o caminho teve diversos nomes : “Caminho do mar” “Caminho de Paranaguá “,”Caminho de Cubatão”, “Caminho Real”,” Caminho Grande” ,”Caminho da Serra”, “Caminho de Morretes” e “Caminho de Curitiba”. Atualmente o trajeto possui 22 quilômetros de extensão.