Foto: Arquivo

Quem for ao Pronto-Socorro Municipal hoje pode não ser recebido. Apenas casos de urgência serão atendidos.

As pessoas que precisarem dos serviços de saúde da rede municipal de Guaratuba podem não ser atendidas hoje. Ontem, médicos e enfermeiros dos postos e do pronto-socorro anunciaram greve.

O motivo é o atraso nos pagamentos. Os profissionais disseram que só retomam o trabalho quando a Prefeitura sinalizar uma data certa para receber os últimos atrasados.

Como conta o médico Eduardo Pelegrini, desde o último mês de julho, ?os salários dos profissionais começaram a ser pagos com até 60 dias de atraso?. ?O de dezembro recebemos no dia 18 de fevereiro. Ainda não recebemos o de fevereiro nem o de março?, comenta. Ainda segundo ele, é preciso recorrer ao Ministério Públicos, para que o órgão cobre da Prefeitura o pagamento dos salários.

O médico também reclamou da situação precária de vínculo com a Prefeitura. ?Não somos concursados, não temos contratos, nem nada que comprove vínculo com o órgão. Com isso também não temos garantias?, diz ele, que trabalha há um ano no município.

Pelegrini afirmou que a paralisação iniciaria a partir da 0h de hoje. Atrás do Pronto-Socorro Municipal, aproximadamente 15 médicos e dez enfermeiros ficarão protestando e o único atendimento a ser mantido será o de urgência.

Município

A assessoria de imprensa da Prefeitura esclareceu que os médicos são terceirizados. Ou seja, eles são de uma empresa contrata pela Prefeitura para prestar esse serviço. O órgão admite que, às vezes, há atrasos, mas mínimos no máximo de 15 dias. Eles garantem que o concurso público para o cargo está prestes a sair.

Sobre a greve, a Prefeitura alegou que o secretário de Finanças, Paulo Jamur, e o da Saúde, Roberto Nicolau Jamur, desconheciam essa possibilidade. Porém, eles disseram que se a greve for feita, ?a empresa deve imediatamente indicar novos médicos para substituir e fazer cumprir o contrato?.

Protestos

Além dos médicos, moradores do bairro da Prainha, em Guaratuba, protestaram ontem contra o ?total abandono em que está o local?. Em passeata, cerca de 30 pessoas pediam que o mato e o lixo da rua fossem retirados, assim como os buracos arrumados e a praia limpa. Além disso, como comentou o morador Renato Funke, ?falta iluminação, creche e segurança?.

A assessoria de imprensa da Prefeitura explicou que as chuvas entre janeiro e março aumentaram a demanda por serviços e atrasou o calendário de obras. Porém, eles afirmam que as ?arrumações já iniciaram e, ontem, havia máquina no local para intensificar o trabalho?.