A prefeitura de Curitiba resolveu prorrogar a vacinação contra gripe A H1N1, para a faixa etária dos 30 aos 39 anos, até o próximo domingo. O prazo para este grupo se imunizar terminaria hoje, mas somente 51% do público foi até as unidades de saúde até agora. No restante do Paraná, ainda não há previsão de prorrogação para a faixa etária, conforme informou ontem a Secretaria Estadual de Saúde (Sesa).

Em todo o Estado, 42% do público nessa faixa etária já se vacinaram, o que resulta em cerca de 691 mil pessoas. Em Curitiba, os 51% representam pouco mais de 317 mil pessoas.

Na capital, estarão abertos amanhã e domingo os Centros Municipais de Urgências Médicas (CMUNs). Até hoje, as vacinas estão disponíveis nas unidades básicas, das 8h às 18h.

Curitiba possui CMUNs nos bairros Boa Vista, Boqueirão, Cajuru, CIC, Fazendinha, Pinheirinho, Campo Comprido e Sítio Cercado. Até agora já foram 1.150 casos de gripe A confirmados no Paraná. Onze pessoas morreram.

Falta de vacinas em clínicas

Para quem não está nas faixas etárias consideradas de risco pelo Ministério da Saúde (e que por isso não estão contempladas no calendário de vacinação), há a opção de comprar a dose.

Porém, a maior parte dos laboratórios, clínicas e hospitais que estão vendendo a vacina contra a gripe A não tem mais nenhuma dose disponível. A reportagem telefonou ontem para o Frischmann Aisengart, para a Cevacine, para a Proteção Vacinas e para o Hospital Pequeno Príncipe (todos na capital) e nenhum deles tem doses disponíveis.

Com exceção do Frischmann, todos informaram que provavelmente recebam os lotes já comprados na semana que vem. O Frischmann informou que ainda não tem previsão de quando receberá as outras doses já encomendadas.

Na primeira leva, o laboratório tinha fila de espera. Os preços variam de R$ 80 a R$ 120, dependendo do local. A vacina vendida imuniza contra a gripe A e também contra a gripe sazonal.