A Boca Maldita, centro de Curitiba, foi ontem palco de mais um ato contra a guerra no Iraque. A data de ontem foi considerada o Dia Mundial de Luta Contra o Imperialismo Norte-americano. Protestos, como o que ocorreu na capital paranaense, aconteceram em várias partes do mundo.

Em Curitiba, além do repúdio à guerra e à dominação ianque no Iraque, o ato público teve como objetivo alertar a população sobre o suposto interesse dos norte-americanos em dominar a América Latina. O evento foi organizado pelo Fórum Estadual de Luta por Trabalho, Terra, Cidadania e Soberania e pela Coordenação Estadual contra a Alca. A Área de Livre Comércio das Américas (Alca) também foi alvo de críticas no ato público. A posição dos manifestantes contra a Alca é irreversível. Eles querem que o Brasil se retire imediatamente das negociações. A utilização norte-americana da Base Militar de Alcântara, no Maranhão, também contraria os ideais dos membros da coordenação.

Durante a manifestação realizada por volta de 11h, as bandeiras norte-americana, britânica e de Israel foram queimadas. “Nossa luta também é em favor do povo palestino”, afirmou Diego Sturdze, membro da coordenação contra a guerra e presidente estadual do PSTU.

Sturdze explicou que o ato faz parte do calendário mundial de protesto contra forma imperialista que os Estados Unidos e a Grã-Bretanha conduzem suas políticas internacionais. “Vamos mostrar à população o que realmente significou a invasão anglo-americana no Iraque. Eles querem dominar o Oriente Médio administrando todo seu petróleo. Posteriormente o alvo é América Latina”, alertou o manifestante.

Uma pessoa fantasiada de Estátua da Liberdade também participou do evento “É uma estátua que significa protesto. Ela tem sangue correndo, para simbolizar as mortes causadas pelos americanos. Ao invés da tocha, carrega um míssil”, contou Sturdze, destacando que depois da guerra agora a luta é contra a ocupação de Bush no Iraque. “O regime de ditadura dos americanos é pior que o de Saddam”, afirmou.