É grande a procura por restauração dos veículos.

Fabricado a partir do final da década de 60, o Puma é um carro que ainda mantém um grupo de fiéis colecionadores. Somente em Curitiba, são cerca de 500 Pumas em funcionamento, e que já passaram por algum tipo de restauração.

A maioria dos colecionadores se reúne todas as terças e domingos na Praça Afonso Botelho (Praça do Atlético), em Curitiba, para colocar em dia as novidades sobre a conservação dos modelos. Eles fazem parte do Clube Puma, localizado na Cidade Industrial de Curitiba. Na capital e Região Metropolitana são 80 associados. Nas subsedes em Jaraguá do Sul (SC), Londrina, São Paulo, Rio de Janeiro, Recife (PE), Porto Alegre e Foz do Iguaçu, o total de associados chega a 400.

O responsável pela restauração dos Pumas da grande maioria dos associados é o empresário, colecionador, e ex-diretor técnico da fábrica Alfametais, que produzia os carros em Araucária, Rubens Rossato Filho. Ele conta que com o fechamento da fábrica em 1999, entrou em acordo com os fornecedores de peças dos Pumas e pôde ficar com os moldes e as ferragens que ainda existiam. “Isso foi possível porque vimos que tinha um mercado, e havia um público disposto a continuar mantendo seus carros. Começamos a atender na mesma época, e agora temos clientes de todo o País, com restaurações marcadas até o final de 2005”, diz.

O Puma começou a ser desenvolvido na cidade de Matão, no interior de São Paulo, em 1967. Dois anos depois, a fabricação do carro com design inspirado no Lamborghini italiano foi para a capital paulista, e em 1986, foi transferida para Curitiba, onde funcionou até o fechamento.

A restauração dos veículos dura aproximadamente 120 dias. Rubens explica que o trabalho é cuidadoso e exige paciência. Ele conta que a limpeza dos carros é evitada porque pode acabar riscando a lataria. Ela é feita apenas no último estágio da restauração, que fica em torno de R$ 8 mil a R$ 12 mil. “É um processo longo, mas no final você vê o resultado. Mantemos essa linha de restauração e já conquistamos todos os colecionadores de Puma que fazem parte do clube. O gasto acontece, mas para quem gosta, ver a beleza do carro não tem preço”, diz.