Apesar do acordo para a circulação de metade da frota de ônibus em Curitiba e região, a greve dos motoristas e cobradores continua, pois a questão salarial segue em impasse. O assunto volta a ser discutido nesta quinta-feira (27) em uma nova audiência marcada para as 14h no Tribunal Regional do Trabalho (TRT-PR).

De acordo com a desembargadora Ana Carolina Zaina, caso as negociações não evoluam, o caso “irá ao dissídio imediatamente em seção especializada, trafegando com a máxima urgência”. A proposta sugerida pela desembargadora foi um reajuste de 10,5%, índice aplicado no último dissídio.

Mesmo sem uma definição, patrões e empregados se mostraram animados com o andamento das negociações. “Houve um avanço, no sentido de conversarmos, o diálogo permanece, isso é muito importante”, avaliou o advogado que representa os empresários, Carlos Roberto Ribas Santiago.

Ele ressaltou, no entanto, que a proposta sugerida é “inaceitável” e manteve a oferta patronal em 5,26%, com base no INPC. “Não há a menor possibilidade de aceitar. Neste momento as empresas não tem condição de dar o mesmo reajuste que deram nos últimos três anos. A situação das empresas não permite”, garantiu.

Os trabalhadores discutem nesta quinta-feira o índice sugerido durante a audiência. Eles se reúnem, às 9h, para mais uma assembleia na Praça Rui Barbosa. “Vamos levar ao crivo da categoria, mas é uma preocupação porque vamos levar uma sugestão, não quer dizer que existe essa proposta. Também depende do patronal aceitar”, ponderou Teixeira.