Crianças que vivem em comunidades remanescentes de quilombos nascem e morrem anualmente no Brasil sem que a sociedade saiba que elas existem ou existiram. Apesar de haver cerca de 4 mil comunidades quilombolas espalhadas pelo País, o governo federal não tem qualquer projeto específico voltado à infância e à adolescência nesses locais. No Paraná, entre os anos de 2004 e 2006, 22 comunidades quilombolas foram certificadas pela Fundação Cultural Palmares.

Não se sabe com exatidão, porém, quantos moradores elas abrigam e quantas são as crianças e adolescentes. Porém, a situação dos mesmos não é diferente da vivenciada por jovens quilombolas que vivem em outras regiões brasileiras. ?As crianças e adolescentes quilombolas são invisíveis às políticas públicas. Temos que mudar esta realidade?, diz a oficial de projetos do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Helena Oliveira, que está participando, em Brasília (DF), do I Quilombinho – Encontro Nacional de Crianças e Adolescentes Quilombolas.