Motoristas e cobradores de ônibus de Curitiba iniciaram nesta terça-feira (10) uma negociação com as empresas de transporte para determinar o reajuste salarial da categoria neste ano. Caso haja aumento nos vencimentos desses profissionais, também pode haver alterações na tarifa de ônibus da Rede Integrada de Transporte (RIT), que atende a capital e parte da Região Metropolitana. Atualmente, o preço da passagem é de R$ 2,50.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Motoristas e Cobradores nas Empresas de Transporte de Passageiros de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc), Anderson Teixeira, esse primeiro encontro serviu apenas para que a entidade fizesse uma apresentação da pauta de reivindicações. “Ainda no ano passado, protocolamos essa pauta de reivindicações, que inclui diversas questões, como melhorias nas estações-tubo e horários dos ônibus. Em relação ao reajuste, estamos pedindo um aumento de 40% no vencimento”.

Atualmente, o salário-base de um motorista fica em cerca de R$ 1360, enquanto o de um cobrador está em R$ 770. Após a apresentação da pauta de reivindicações, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Curitiba e Região Metropolitana (Setransp) anunciou que deve apresentar uma contraproposta na próxima quarta-feira (18). A data-base da categoria é no dia 1º de fevereiro. Os gastos com salários de funcionários das empresas de ônibus representam cerca de 43% do total dos custos levados em consideração no cálculo da tarifa de ônibus, portanto, o reajuste pode impactar no preço para o consumidor final.

No entanto, Sindimoc, Setransp e Urbanização de Curitiba (Urbs) ainda não sabem avaliar qual será o impacto do reajuste salarial da categoria na tarifa. Em entrevista à rádio CBN na manhã desta terça-feira, o prefeito Luciano Ducci (PSB) disse que não existe nenhuma previsão de reajuste da tarifa de ônibus “até o presente momento”. Em relação aos rumores de que o valor subiria para R$ 2,70 ou R$ 2,80, ele comentou que “o que existe é muita especulação a respeito, mas todo mundo que está fazendo previsão, está chutando”.

“Tratamos o assunto com muita responsabilidade, com muita cautela e muita calma, para que possamos manter uma tarifa justa para o usuário do transporte coletivo”, declarou o prefeito. Segundo Ducci, é preciso considerar a tarifa técnica, o aporte de recursos e os investimentos que estão sendo feitos.