A Universidade Estadual de Maringá (UEM) agora faz parte da Rede Paranaense de Ensino e Pesquisa. Por meio da estrutura instalada de fibra ótica, disponibilizada pela Companhia Paranaense de Energia (Copel), o governo do Estado promoveu a interligação digital das universidades estaduais de Londrina, Maringá, Ponta Grossa, Cascavel e Guarapuava à Rede Nacional de Pesquisa (RNP) e centros de pesquisa internacionais.

Nesta primeira fase, o principal benefício que a nova rede traz à UEM é o aumento da velocidade de transmissão de dados por meio da internet. Os dados, que viajavam a 2 Mbps, tiveram a velocidade quintuplicada para 10 Mbps.

Fibra optica

O pró-reitor de Administração da UEM, Romildo de Oliveira Moraes, disse que, em 1998, ao implantar a estrutura de comunicação, a UEM optou pela fibra ótica; porém, esta estrutura não era aproveitada adequadamente, porque a conexão da Intranet do Paraná era feita por um consórcio contratado durante o governo Jaime Lerner, que era atendido pela Embratel.

“No início do ano, no entanto, o governador Roberto Requião fechou convênio com a Copel, que, desde 1.º de julho, está dando suporte à Companhia de Informática do Paraná (Celepar), que disponibiliza a operação de canais de comunicação por fibra ótica para as principais Instituições Estaduais de Ensino Superior”, explicou Moraes.

Ampliação

A proposta, no entanto, é ampliar esta rede estadual, nos próximos anos. Nos próximos 24 meses, a meta é fazer com que cada universidade estadual seja um ponto de presença, um ponto de administração de dados da região em que está instalada. Cada um destes pontos vai gerenciar a administração de dados de todas as outras Instituições de Ensino Superior da região.

“A UEM, por exemplo, gerenciaria a comunicação das outras faculdades da região noroeste e, também, dos câmpus de extensão da própria universidade, que hoje são atendidos por provedores particulares, como é o caso de Umuarama e Cianorte. Nossos câmpus e todas as outras instituições de pesquisas seriam incluídas na rede de fibra ótica, usufruindo de seus benefícios, como a velocidade de comunicação de dados com outras instituições, mas também com a própria administração central da universidade”, detalhou o pró-reitor.

Inclusão digital

O diretor do Núcleo de Processamento de Dados da UEM, Dilvo Paupitz, foi mais longe. Segundo ele, o projeto do governo Requião é fazer a inclusão digital, também, de todas as escolas estaduais de ensino fundamental e médio.

“E o governo ainda está negociando com agências financiadoras da Europa a participação no projeto Alice, que tem como meta criar um consórcio latino-americano de redes avançadas”, adiantou Paupitz.