A diminuição dos recursos destinados à correção da tabela de procedimentos do Sistema Único de Saúde (SUS), que recebeu um corte de 50% com a mudança de ministro da Saúde, e que fez a Confederação das Santas Casas de Misericórdia e Hospitais Filantrópicos (CMB) anunciar um dia sem atendimento ao SUS como protesto, não deve afetar a Santa Casa de Misericórdia de Curitiba. De acordo com o diretor-geral da entidade, Carlos Seara, a curto prazo a diminuição dos repasses não representa perda significativa, pois a entidade recebe por procedimento realizado.

Seara diz que a Santa Casa de Curitiba tem uma ocupação de 75% dos leitos com pacientes do SUS. Porém o diretor lembra que se o SUS não mantiver um repasse aceitável, o hospital só poderá garantir o atendimento emergencial. "A dívida das entidades sem esse dinheiro é um bola de neve. E com o corte anunciado pelo Ministério da Saúde, ela só tende a piorar", afirma.

O reajuste na tabela estava previsto numa portaria do ex-ministro Humberto Costa, concedendo um acréscimo de R$ 402,1 milhões para os hospitais que prestam serviço ao SUS. Mas com a entrada de Saraiva Felipe na pasta, o valor caiu para R$ 204,4 milhões.