A lagarta alimenta-se de folhas.

Técnicos do Departamento de Produção Vegetal da Prefeitura de Curitiba estão registrando e mapeando ocorrências de focos de lagarta da espécie Automeris illustris. Eles identificaram quinze focos em árvores da cidade, uma infestação considerada pequena. Com base nas informações levantadas, os técnicos vão avaliar se há necessidade de combater as lagartas e que tipo de produto utilizar.

As lagartas medem entre 6 e 8 centímetros e têm hábitos noturnos, período em que se alimentam de folhas de árvores. Durante o dia ficam agrupadas. “Pela baixa incidência, o ataque não chega a causar danos às plantas”, diz o diretor da Secretaria do Meio Ambiente.

A bióloga do Museu de História Natural de Curitiba, Solange Regina Malkowski, afirma que embora o contato com o bicho provoque irritação na pele, não há motivo para preocupação. “É uma espécie bem comum na arborização pública, mas talvez por alguma alteração climática ou outro motivo, este ano deve ter ocorrido um pequeno aumento da população.”, explica a bióloga.

Ela conta que a lagarta possui espinhos urticantes, podendo causar queimaduras. Em caso de incidente com qualquer tipo de lagarta, a atitude mais correta é coletar o bicho com o auxílio de uma pinça, luva ou até pedaço de madeira e procurar a unidade de saúde mais próxima. “O pessoal das unidades vai identificar o bicho e indicar as providências necessárias”, explica Solange.