A queda na temperatura nos últimos dias aumentou em 30% a procura pela Central de Resgate Social da Fundação de Ação Social de Curitiba (FAS). Na madrugada de ontem, o serviço chegou à maior marca do ano, com 380 pessoas atendidas. O frio e a chuva são os fatores determinantes para o aumento no número de moradores de rua que procuram o albergue coordenado pela Confederação Evangélica de Assistência Social, parceira da FAS. A capacidade de atendimento no local é de 300 vagas, mas nem todos que se dirigem à central vão até lá para dormir. Muitos usam o espaço só para tomar banho, trocar de roupa e se alimentar ou para serem encaminhados aos serviços de saúde na unidade exclusiva da central e ainda colocação profissional.

“Respeitamos o que cada indivíduo quer”, explica a Coordenadora da Central de Resgate Social da FAS, Luciana Kusman. Os usuários não são obrigados a apresentar documentos no atendimento. Além da procura espontânea dos usuários que seguem diretamente ao albergue, existe também a possibilidade de usar o serviço a partir das abordagens realizadas pelo resgate social acionado na maioria das vezes pela própria comunidade pelo 156 ou em roteiros pré-determinados pelo órgão. Os chamados da população chegam a aumentar 60% nos dias de frio. Em média a central recebe entre 50 e 60 ligações diárias, mas no dia 7 – um dos mais frios do ano – foram 156 solicitações.

Perfil

A maioria dos usuários do albergue é homem (80%) com idades entre 18 e 39 anos. “Identificamos 3.014 pessoas em situação de rua, mas metade desta população não é da capital. Eles são da região metropolitana e até de outros países, como argentinos, chilenos e haitianos”, diz Luciana.