Depois de sofrer com a ressaca no fim de outubro, o litoral paranaense pode padecer mais uma vez com ondas de até 7 metros de altura na área costeira. O alerta foi emitido pelo Centro de Hidrografia da Marinha (CHM) e vale até domingo (20).

Ministério da Integração Nacional reconheceu estado de emergência e custeará obras.
Ministério da Integração Nacional reconheceu estado de emergência e custeará obras. Fotos: Olavo Pesch,

De acordo com Wilson Correia Pinto, assessor de comunicação da Prefeitura de Guaratuba, a população está atenta para eventuais mudanças e a Secretaria de Obras, Defesa Civil e Corpo de Bombeiros estão prontos para agir. No entanto, até a tarde desta quinta-feira (17), tudo estava normal. “Tivemos maré alta chegando ao asfalto, mas a altura das ondas não ultrapassou 1,40m até agora. Mesmo assim, continuaremos acompanhando a situação principalmente no bairro Caieiras, na Barra do Saí e na Praia Central, locais mais afetados da última vez”, informa.

Nesse período, Wilson explica que as obras na orla do município estarão paradas para evitar mais prejuízos. “Não vamos refazer as calçadas agora, pois existe o risco iminente delas serem danificadas novamente. Então, vamos aguardar para retomar as atividades.

Maré revolta destruiu calçadas, mas prefeitura não deve consertar, já; ainda há previsão de nova ressaca. Fotos: Olavo Pesch.
Maré revolta destruiu calçadas, mas prefeitura não deve consertar, já; ainda há previsão de nova ressaca.

Emergência

Essas obras poderão ser financiadas pelo governo federal e pelo governo do Paraná, pois a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), do Ministério da Integração Nacional, reconheceu situação de emergência em Guaratuba, Matinhos e Pérola. Além dos municípios paranaenses, outras 18 cidades de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Bahia, Espírito Santo e Minas Gerais também receberão os recursos. A portaria foi publicada no Diário Oficial da União (DOU).

Entre os benefícios oferecidos nestes casos estão o acesso a programas de fornecimento de água tratada, recursos para socorro e assistência, renegociação de dívidas no setor de agricultura, aquisição de cestas básicas e o apoio do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) para a retomada da atividade econômica nas regiões afetadas.