Um convênio firmado ontem entre Secretaria Municipal da Saúde e a Associação Brasileira dos Restaurantes e Empresas de Entretenimento, regional Paraná (Abrasel-PR) deverá garantir segurança e qualidade dos alimentos comercializados em bares e restaurantes de Curitiba.

“Para a Abrasel, o convênio é muito interessante porque vai criar maior responsabilidade entre os atuais e futuros donos de restaurantes, que serão obrigados a se enquadrar às condições mínimas de segurança, higiene”, afirma o presidente da Abrasel-PR, Bruno Draghi. Segundo ele, um dos planos é criar uma espécie de selo de qualidade, que estará colado junto à porta do estabelecimento. “Será um selo com a chancela da Secretaria Municipal de Saúde.”

O presidente da entidade revela que é grande o número de pessoas desqualificadas no ramo. “Há muitas pessoas fazendo feijão, arroz, bife acebolado, e vendendo sem ter a mínima noção do que é uma bactéria, como se cria um toxina”, conta. “Infelizmente, são poucas as pessoas qualificadas, que sabem como manipular os alimentos, que sabem o que é uma bactéria”, lamenta.

Para ele, o convênio com a Secretaria Municipal de Saúde poderá mudar este perfil. “A gente sabe que a secretaria tem dificuldades de fazer fiscalização, e que, sem fiscalização, as pessoas vão relaxando. Temos é que mudar isso”, aponta. Um exemplo de mudança é a administração do curso “Alimento Seguro”, oferecido pela Abrasel-PR na intenção de garantir a qualidade do treinamento dado aos manipuladores de alimentos.

A mudança, explica Draghi, deverá ser feita em três etapas: a de conscientização, com cursos freqüentes; a de fiscalização, com notificação e não necessariamente autuação e finalmente a fiscalização mais rígida. “Se a pessoa insistir em permanecer desqualificada, como a gente vai deixar funcionar o estabelecimento? Não há como”, defende.

A grande Curitiba tem hoje 50 mil empregados diretos no ramo de bares e restaurantes. No total são cinco mil estabelecimentos, conforme informações dos fornecedores.