A Sanepar está ampliando os estudos sobre o Aqüífero Guarani e sua exploração, na região de Londrina. A informação foi confirmada pelo gerente de Hidrogeologia da Sanepar, João Horácio Pereira, anteontem, durante o 15.º Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos, que está sendo promovido no Hotel Bourbon, em Curitiba.

O segundo poço que a Sanepar está perfurando em Londrina já está com 900 metros de profundidade e deve ser concluído nos próximos dias. Haverá então a apresentação dos resultados de vazão e qualidade da água.

Segundo João Horácio, existe a necessidade de continuar investigando o Aqüífero Guarani. “Não apenas no que diz respeito às perfurações, mas também aos estudos e mapeamentos geológicos e hidrogeológicos”, explica. No ano passado, a Sanepar perfurou um poço a uma distância de 13 km da obra em andamento. A água foi encontrada a 523 metros de profundidade e com excelente vazão e qualidade para consumo. O primeiro poço pode fornecer 300 litros de água por segundo e, até confirmação em contrário, é o maior poço no Guarani, em território brasileiro.

Esse aqüífero é um reservatório de água subterrânea que ocupa 1,2 milhão de quilômetros quadrados.

Uso em bebidas

Outros palestrantes da mesa-redonda águas subterrâneas também apontaram a necessidade de pesquisar essas fontes naturais e adotar medidas de conservação ambiental e de proteção da qualidade da água. Os demais palestrantes foram Ernani Francisco da Rosa Filho, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), e Miguel Borduque, da Ambev.

Na produção de cerveja e refrigerantes, a Ambev utiliza oitenta poços. O volume de águas subterrâneas usado na produção de bebidas poderia abastecer 1,9 milhão de pessoas. Desse volume, 40% é de água retirada de aqüíferos espalhados por todas as regiões do Brasil.