O diretor comercial da Sanepar, Natálio Stica, começou as negociações com representantes das prefeituras que integram o consórcio para gestão dos resíduos sólidos da Região Metropolitana de Curitiba. No último dia 14, a Assembléia Legislativa autorizou o Estado a participar de dez consórcios intermunicipais para gestão do lixo urbano. De acordo com a nova Lei de Saneamento, a Sanepar é a representante do Estado nas questões relacionadas ao gerenciamento dos processos de coleta e disposição final dos resíduos urbanos.

Segundo Stica, com a aprovação da Assembléia, a Sanepar dá ?um passo definitivo? para resolver os problemas de saneamento do Paraná. ?Já abastecemos 100% da população urbana com água tratada nos 344 municípios onde a Sanepar opera; detemos um dos maiores índices de coleta e de tratamento de esgoto do Brasil e, agora, vamos atuar em mais uma das frentes que compõem o saneamento básico, que é a gestão dos resíduos sólidos.?

O diretor da Sanepar destaca, ainda, que a participação da Sanepar neste setor pode diminuir de forma substancial a poluição do meio ambiente. ?Quantos mais aterros forem operados de maneira correta, menor será a contaminação do lençol freático, de rios e de córregos?.

Nos últimos anos, argumenta Stica, várias prefeituras receberam recursos financeiros para implantar aterros sanitários em seus municípios. No entanto, em pouco tempo, esses lugares se tornaram lixões, porque a gestão dos resíduos sólidos é muito onerosa. ?Sozinhos, os pequenos municípios não conseguem garantir arrecadação ? a preço justo ? para bancar os custos?, explica. Esta dificuldade, segundo ele, pode ser ultrapassada com os municípios reunidos em consórcio, pelo qual todos os custos, despesas de manutenção, e investimentos, são rateados.

Para a população também é mais vantajoso ter a gestão consorciada dos resíduos sólidos. ?Como a taxa será cobrada na conta de água, em 12 vezes, o valor pesa menos no bolso do que sendo pago junto com o IPTU?, destaca o diretor da Sanepar.

O consórcio da RMC abrange 15 municípios. As demais regiões metropolitanas onde a Sanepar poderá atuar são: Londrina, Foz do Iguaçu, Apucarana, Maringá, Umuarama, Cascavel, Guarapuava, Campo Mourão e Ponta Grossa. Atualmente a Sanepar faz a gestão do aterro sanitário de Cianorte. Desde que assumiu o serviço o meio ambiente deixou de ser agredido e a vida útil do aterro foi ampliada em 10 anos. ?Por ser uma empresa pública, que não visa essencialmente o lucro, a Sanepar pratica tarifa justa e compatível com a responsabilidade social e ambiental?, enfatiza Stica.