A Sanepar entrou ontem com pedido de ajuizamento de dissídio coletivo no Ministério Público do Trabalho (MPT). Os trabalhadores rejeitaram a proposta de reajuste salarial feita pela empresa. Hoje, a categoria se reúne em assembléia para decidir se volta a trabalhar ou se espera o resultado do dissídio de braços cruzados.

Depois de várias reuniões, não houve acordo entre empresa e trabalhadores. Agora, a decisão fica a cargo da Justiça. Ontem, a categoria confirmou a rejeição da última proposta feita pela empresa. As assembléias foram feitas em todo o Paraná e os valores propostos pela Sanepar não tiveram a aprovação da maioria dos trabalhadores.

A Sanepar ofereceu aumento de 3,12%, que corresponde à inflação do último ano, mais um aumento linear de R$ 55 para todos os trabalhadores. A proposta incide de forma escalonada nos salários dos funcionários, variando de 3,77% a 11,56% de aumento. A Sanepar também está oferecendo a manutenção do auxílio-alimentação, entre outros benefícios sociais.

No entanto, segundo o coordenador da comissão de negociação da Sanepar, Natálio Stica, essa proposta foi retirada. Mas a empresa pode voltar atrás se os trabalhadores resolverem aceitar a proposta hoje. Segundo ele, até agora, o serviço mais afetado pela greve foi o de leitura de contas, mas uma empresa será contratada se o movimento persistir. Stica afirma que o abastecimento continua sem problemas. Os trabalhadores estão paralisados desde o dia 11.