A Secretaria de Estado da Saúde divulgou, nesta sexta-feira (15), o nono boletim sobre a dengue de 2010. Os municípios com maior número de casos autóctones foram Foz do Iguaçu, com 8.712, Maringá, com 3.642 e Londrina com 1.785. Conforme informações dos municípios e regionais de saúde, este ano foram notificados 59.696 casos da doença, com 31.835 confirmações, dos quais 30.948 autóctones e 887 casos importados.

De acordo com o superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria da Saúde, José Lucio dos Santos, os números refletem o índice ainda alto de infestação predial apresentado por vários municípios no início de 2010. “A população deve adotar as medidas simples de prevenção e controle, principalmente eliminando criadouros do mosquito”.

Das 22 Regionais de Saúde, 14 apresentaram casos autóctones o que representa (63,64%) do total. As regionais com maior números de casos autóctones são Foz do Iguaçu, com 10.958 casos, Maringá, com 8.560, e Londrina com 2.928.

A coordenadora do programa estadual de combate à dengue, Márcia Gil Aldenucci, lembra que o risco é iminente e permanente, portanto, as atividades de controle e a participação da população são fundamentais. Dos 31.835 casos confirmados, foram notificados 56 casos de febre hemorrágica de dengue e 94 casos de dengue com complicação. Dos 150 casos graves, oito morreram e 142 evoluíram para a cura.

A Secretaria de Saúde, por meio da A 17.ª Regional de Saúde com sede em Londrina, está implantando um novo fluxograma para o atendimento de pacientes com suspeitas de dengue. O trabalho do novo sistema começou há dois meses, em parceria com municípios da região, e já está definido em sete deles. Até o final do ano, deve ser implantado em todas as cidades de abrangência da Regional de Saúde.

“Com a organização dessa rede em todos os municípios, além de evitarmos que os casos se tornem mais graves, evitaremos uma sobrecarga em hospitais com casos de menor complexidade”, afirma o secretário da Saúde, Carlos Moreira Junior.

O novo fluxograma estabelece quais as condutas devem ser adotadas pelas equipes de saúde e em qual nível da assistência cada suspeito de dengue será atendido. De acordo com a enfermeira da seção de Vigilância Epidemiológica /Atenção Primária em Saúde da Regional, Nadia S. Takemura, esse fluxo do paciente no sistema de saúde leva em conta a capacidade instalada (material, equipamentos, profissionais treinados, horários de funcionamento) das unidades básicas de saúde e dos hospitais municipais.

Pacientes com suspeita da doença devem procurar, preferencialmente, um posto de saúde como principal porta de entrada. Porém, em caso o posto esteja fechado, devem procurar os hospitais municipais, que farão o atendimento de casos mais graves. “Dessa forma, melhoramos o atendimento nesses municípios e contribuímos para que o número de óbitos e casos graves da doença diminua, pois o atendimento se torna mais rápido aos casos com sinais de maior risco, mais adequado e as ações ocorrem de forma articulada”, explica.