O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020 tem, neste domingo (24), o segundo dia de aplicação de provas. Mesmo em meio ao caos por conta do novo coronavírus, eram esperados 2,6 milhões de candidatos em todo o país. Em Curitiba, a situação foi tranquila neste domingo, e os estudantes puderam chegar com calma aos locais de provas. No fim de semana anterior, estudantes não conseguiram fazer a prova em pelo menos quatro locais da capital, devido à lotação das salas ter excedido a capacidade máxima de 50%.

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Neste domingo as perguntas são de ciências da natureza e matemática. Na semana passada, o primeiro dia de provas teve taxa recorde de abstenção. Ao todo, 51,5% dos estudantes não compareceram, o que corresponde a 2.842.332 de estudantes, a maior taxa de abstenção da história do exame – na última edição, de 2019, os faltosos representaram 23,7%.

Apesar do alto índice de faltas, o ministro da Educação, Milton Ribeiro, classificou como um sucesso. “Fico satisfeito com o que fizemos em meio à pandemia, apesar da abstenção”, disse o ministro em entrevista em Brasília. “Parte [da explicação pela abstenção foi] a dureza e medo da contaminação e parte de um trabalho de mídia contrária ao Enem que foi muito grande”.

Enem na pandemia

Além da alta taxa de faltosos, o Enem 2020, realizado já em 2021, foi marcado pela superlotação de salas e o impedimento de candidatos de diversos estados do país para fazer as provas, como os quatro casos registrados em diferentes locais de provas de Curitiba.

O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) insistiu na realização do exame em meio ao avanço da pandemia. Defensorias e procuradorias haviam ingressado com ações judiciais para adiar a aplicação, o que ocorreu somente no Amazonas. Outras duas cidades de Rondônia decidiram pela suspensão.

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O argumento do Inep era de que seriam garantidos. O jornal Folha de S.Paulo já havia mostrado que o Inep não havia garantido que todas as salas de aplicação foram organizadas para receber candidatos até 50% da capacidade dos espaços. A aposta de integrantes do órgão era de que muitos alunos deixariam de ir fazer a prova, o que garantiria baixa ocupação.