Sem saber qual será o resultado dos cálculos dos novos valores da Gratificação de Encargos Especiais (GEEs), os 290 servidores da Secretaria da Agricultura e Abastecimento (Seab) seguem em greve. Muitos dos reflexos da interrupção das atividades só serão percebidos no futuro, como o andamento dos convênios com as prefeituras. Mas, em uma semana de paralisação, a ausência de dados sobre a safra e os cálculos que formam o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBPA), que serve de base na distribuição do ICMS, é notada em algumas atividades.

Na Seab, as séries históricas de algumas culturas agrícolas apresentam lacunas neste período. Já a falta do VBPA está interferindo nos trabalhos da Secretaria da Fazenda que repassa o ICMS aos municípios. Por ironia, o fim da greve está na dependência dos cálculos que irão mostrar aos grevistas os valores das GEEs que o governo passará a pagar. “Seguimos mobilizados e prontos para avaliar a proposta do governo, assim que a Seap (Secretaria de Administração e Previdência) apresente quanto será realmente pago ao servidor”, explicou o coordenador de divisão de estatística da Seab e integrante da Comissão de Negociação Estadual (CNE), Hugo Godinho.