As 35 famílias de trabalhadores sem-terra que ocuparam a fazenda Palmeira, a 25 km de Reserva, na região Central do Estado, em 7 de junho, começaram ontem a desmontar os barracos para desocupar pacificamente a área, com acompanhamento da Secretaria da Segurança Pública. O temporal que atinge a região está dificultando a saída de todas as famílias, que solicitaram mais tempo à juíza Adriana de Lourdes Simette Andrade.

A princípio, o prazo determinado era de 48 horas. Mas a juíza, que concedeu o mandado de reintegração de posse ao dono da fazenda, Renato Antônio Yamasita, atendeu ao pedido e prorrogou o prazo de desocupação da área até a próxima segunda-feira. “Esta é a sétima desocupação pacífica que a Secretaria promove neste ano”, lembrou o secretário da Segurança, Luiz Fernando Delazari.

Segundo o tenente-coronel Durval Japiassu Filho, comandante do 1.º Batalhão da PM, há muita dificuldade de acesso a veículos na área em virtude das fortes chuvas que castigam a região serrana. “Se o tempo melhorar, é possível que as famílias saiam antes do previsto”, afirmou Japiassu. De acordo com ele, o dono da fazenda se propôs a enviar um ônibus para retirar as famílias.

Os cerca de 110 sem-terra solicitaram o acompanhamento da PM para desocupar a área. “Eles estão temerosos de uma reação dos fazendeiros. Entramos em contato com o comando da 3.´ Companhia da PM, em Telêmaco Borba, que vai encaminhar um efetivo de oito homens para acompanhar o trabalho de remoção das famílias”, disse o capitão Gilberto Cândido dos Santos, do 1.º Batalhão da PM.

Todas as famílias serão transferidas da fazenda Palmeira para o assentamento Menino Jesus, em Reserva.