A Secretaria de Estado da Segurança Pública concedeu ontem mais três dias de prazo para que os sem-terra retirem cerca de quatrocentas cabeças de gado da Fazenda São José, em Campina da Lagoa, no Centro-Oeste do Estado. De acordo com o coronel Antônio Amauri Ferreira Lima, do Comando de Policiamento do Interior, os agricultores estão tendo dificuldades para retirar o gado e viabilizar uma nova área.

Quarenta e oito famílias vivem desde agosto de 2001 em um sítio de cerca de um alqueire, vizinho à Fazenda São José, que foi alugado pelos integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). As famílias estavam utilizando cerca de 70 alqueires da propriedade do agricultor Aloysio Ludwig para cultivar milho, soja e algodão e criar o gado, o que caracteriza a invasão de terras.

Esta é a segunda vez nesta semana que a secretaria concede um prazo para que as famílias retirarem o gado. Na segunda-feira, o MST já havia solicitado três dias. Naquela data, a Secretaria promoveu a desocupação pacífica da fazenda, em cumprimento a um mandado de manutenção de posse concedido pela Justiça de Campina da Lagoa. Agora, resta apenas tirar o gado da fazenda. O apoio do governo do Estado para resolver a situação na fazenda ocorreu antes de um conflito iminente.

Cerca de 30 policiais militares, sob o comando do tenente-coronel José Rigoni Filho, comandante do 11.º Batalhão de Polícia Militar, de Campo Mourão, permanecem no local. “Iremos trabalhar com todas as possibilidades até que sejam exauridas todas chances de diálogo”, afirmou o coronel Amauri.